
Conseguirá acertar nas escolhas e não correrá mais o risco de cometer uma gafe.
Quando você se senta à mesa em um restaurante, normalmente, lhe são entregues o cardápio e a carta de vinhos. Surge então a dúvida: devo escolher primeiro o vinho ou a comida?
A etiqueta diz que devemos dar preferência à comida, para então escolher o vinho. Isso porque, se você está em um restaurante, a prioridade é comer, portanto o prato deve ser escolhido antes. Uma vez que você fizer a escolha do prato, terá uma visão mais clara sobre qual tipo de vinho deverá pedir para harmonizar com a refeição.
Mesmo assim, caso você esteja com muita vontade de tomar algum vinho antes do prato chegar, uma boa dica é optar por uma tacinha de espumante. Pois o espumante possui a tipologia que menos interfere na degustação de outro vinho. Assim, quando a comida chegar, poderá pedir um vinho que harmonize com o prato, sem bagunçar o paladar.
Quando receber a carta de vinhos, não tenha pressa, se permita passar algum tempo avaliando as opções. Se você já está familiarizado com alguns vinhos, leia a carta com calma, procure identificar as vinícolas que conhece e das quais você gosta, as uvas que mais aprecia ou até mesmo os vinhos das regiões que você costuma provar. Fique à vontade para pedir mais informações e esclarecer dúvidas quanto às safras, regiões e produtores com o sommelier antes de fazer sua escolha.
Se você é um iniciante no mundo dos vinhos e não tem a menor ideia de qual vinho pedir, uma boa dica é procurar analisar a culinária do restaurante. Se você estiver em um restaurante francês, que tal experimentar e pedir um vinho francês? Da mesma forma, se você estiver em um restaurante italiano, vale pedir um vinho italiano. Caso o restaurante não possua uma culinária específica, depois de escolher o prato, você pode pedir dicas ao sommelier para harmonizar a refeição.
Quando o assunto é vinho, a grande questão é a harmonização. Neste caso, harmonizar significa combinar o prato e o vinho. A ideia é fazer com que os sabores se complementem. A bebida não deve competir com a comida, mas realçar o sabor da refeição.
Há também a harmonização com o intuito de combinar a bebida com a ocasião em que é servida, seja um momento de degustação à beira da piscina, na praia, em um piquenique, até mesmo um momento de celebração, comemoração de aniversário, promoção no emprego, ano novo, entre outros.
De modo geral, pode-se dizer que harmonizar é a arte de combinar os sabores dos alimentos com as características dos vinhos, procurando a parceria ideal que crie uma experiência agradável aos sentidos.
Para cada prato, existe um vinho que é um excelente acompanhamento. Tenha em mente a seguinte regra: vinhos encorpados pedem comidas encorpadas e vinhos leves pedem comidas leves. Confira, abaixo, algumas dicas de harmonização para escolher o vinho:
Tinto – combina com carnes de tipos variados
Branco – combina com peixes e frutos do mar
Rosé – combina com frango e massas
Vinho do Porto – combina com frutas secas, bolos, queijos azuis e sobremesas
Espumante – combina com queijos de massa branca, entradas e aperitivos, peixes defumados, carne de porco e aves assadas
Ao abrir a carta de vinhos, se você não estiver familiarizado com os rótulos, não tenha medo de pedir orientação ao sommelier. Afinal, ele é o melhor conhecedor da carta e do menu do restaurante e está lá para esclarecer dúvidas com relação às bebidas.
Peça sugestões, dicas de acompanhamento para o prato escolhido, diga o estilo de vinho que está acostumado a beber, as características de sua preferência e a sua disposição financeira. Isso tudo é importante para que ele consiga indicar um rótulo que você aprove e, o mais importante, que harmonize com a comida.
Às vezes, você pode ficar indeciso quanto a pedir uma taça de vinho ou uma garrafa inteira. Para auxiliar a escolha, deve-se levar em consideração a sua preferência, a de seu acompanhante, as variedades e restrições e, é claro, os valores.
Se você e seu acompanhante possuem as mesmas preferências com relação à bebida, pode ser mais interessante optar pela garrafa. Em contrapartida, se vocês possuem preferências divergentes, talvez seja melhor que cada um peça uma taça de vinho.
Normalmente, a taça é mais barata que a garrafa e possui menos restrições. Caso queira experimentar diferentes vinhos, você pode pedir uma taça como aperitivo e depois, quando o prato chegar, outra traça de outro vinho que combine com a refeição.
Se optar pela garrafa, assim que pedir o vinho, o sommelier deverá fazer a apresentação do rótulo para confirmar a sua escolha. Para isso, ele deve segurar a garrafa na altura de seus olhos e mostrar o rótulo. Você deve conferir se esse é realmente o vinho que escolheu e confirmar a abertura da garrafa para a prova. Caso tenha optado pela taça, é bem possível que o vinho já esteja aberto, vedado com uma rolha a vácuo, para não oxidar.
Ao abrir o vinho, o sommelier deverá lhe entregar a rolha. Deve-se verificar se a rolha está molhada, indicando que a garrafa fora guardada deitada, ou seca, indicando que a garrafa fora guardada em pé, podendo ter oxidado o vinho com mais facilidade.
Verifica-se também se a rolha possui uma coloração diferente ou se exala um cheiro de mofo, indicando que o vinho está contaminado por algum fungo. No entanto, não tenha vergonha de simplesmente agradecer por receber a rolha sem precisar cheirá-la e deixar que ele prossiga com o serviço.
Em sequência, será feita a prova do vinho. O sommelier poderá experimentar uma dose mínima da bebida e realizar a prova do vinho ele mesmo, ou passará a responsabilidade da prova para você. Neste caso, ele colocará uma pequena quantidade da bebida em sua taça.
Você deverá girar a taça e avaliar o aroma, verificando se está normal ou com um odor de oxidação, a temperatura, verificando se está muito quente com o álcool muito acentuado, e tomar um pequeno gole. Com a aprovação, o vinho é servido normalmente.
Você só deve recusar ou pedir a troca do vinho caso ele apresente algum defeito. Basicamente, quando estiver contaminado por fungos ou oxidado. Se o vinho estiver perfeitamente bom, mas não for compatível com seu gosto pessoal, você poderá até trocar o rótulo por outro, mas será cobrado pela garrafa que foi aberta.
No caso de já ter aberto a garrafa, experimentado o vinho e realmente não ter gostado dele, uma boa dica para evitar jogar fora o vinho é pedir para o sommelier guardar a garrafa já aberta para você levar para casa no final da noite e pedir outro rótulo para acompanhar a refeição.
E uma ótima dica é procurar harmonizar todas as refeições. Caso você peça diferentes pratos, que tal pedir diferentes vinhos? Assim, poderá experimentar vários rótulos e várias combinações.
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