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13 mitos sobre o vinho que você precisa parar de acreditar

or ser uma das bebidas mais antigas da história e ainda ser amplamente consumida em todo o mundo, não é de se estranhar que, ao longo dos séculos, tenham surgido teorias sobre o vinho que nem sempre condizem com a realidade.

16/04/2026 às 20h39
Por: Redação Fonte: Por Franciele Santos
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Por Franciele Santos
Por Franciele Santos

 Mesmo entre apreciadores experientes, circulam ainda hoje informações equivocadas sobre a elaboração, o armazenamento, os diferentes tipos e mesmo a respeito da forma de servir e degustar. Para evitar que os erros sem perpetuem, é importante conhecer os principais mitos sobre vinho e saber a versão correta dos fatos.

Muitas das crenças falsas se baseiam em conhecimentos superficiais sobre o assunto, como acreditar que vinhos antigos são sempre melhores, ou por dar muita relevância à aparência, como valorizar determinado tipo de garrafa. A harmonização de rótulos com diferentes tipos de alimentos também é um terreno fértil para a confusão. Porém, em meio a muitas fábulas e histórias mal contadas, existem verdades sobre a bebida que devem ser reforçadas, pois ajudam a preservar a sua qualidade.

Para começar a disseminar as informações corretas e impressionar os amigos no próximo jantar, conheça a seguir as principais verdades e os maiores mitos sobre vinho.

1. Vinhos caros são os melhores

Não podemos negar que, na maioria dos casos, os vinhos com um custo elevado têm nível superior. Porém, existem algumas garrafas com preços bastante acessíveis que aparecem nas listas de melhores vinhos do ano com regularidade. Isso acontece porque o valor da garrafa é influenciado por fatores como, safra e principalmente o modo de elaboração, ou seja, o valor do vinho nem sempre indica qualidade.

Brasil, Argentina e Chile são exemplos de países que oferecem rótulos com custo-benefício bastante atraente. O segredo para encontrar os melhores negócios é procurar marcas que sejam respeitadas no mercado ou dar preferência a boas uvas que tenham saído de regiões não tão tradicionais. O resultado pode surpreender.

Além disso, a escolha de um vinho deve levar também em conta o paladar de cada pessoa, suas referências e preferências, além do momento em que ele será degustado. Muitas vezes, a garrafa mais cara do mercado pode não ser a mais indicada para você. Por isso, definir a compra pelo maior preço nunca é garantia de satisfação.

2. Vinhos antigos são mais saborosos

Muitas pessoas creem que a idade melhora qualquer bebida, inclusive o vinho. Na verdade, pouquíssimos exemplares dessa bebida conseguem resistir mais de sete anos após a elaboração. Isso acontece porque o oxigênio que entra pelos poros da rolha de cortiça, favorece a microxigenação, ao entrar em contato com a bebida por muito tempo, provoca a oxidação. Isso prejudica o sabor e o aroma e faz com que ele fique extremamente oxidado.

Pelo mesmo motivo, uma garrafa de vinho costuma ser consumida por inteiro após aberta. Caso seja guardada em geladeira, as características organolépticas, como aroma e sabor irão se alterar, prejudicando a apreciação. Para prolongar a duração da bebida depois de aberta, é possível usar uma bomba de vácuo, capaz de aumentar sua a vida por alguns dias.

Na maioria dos casos, a vinícola é quem determina o ano ideal para o vinho ser consumido. Assim que uma safra é disponibilizada no mercado, supõe-se que ela está no seu melhor momento. Vale destacar ainda que vinhos vendidos em supermercados costumam ser jovens e ter um giro rápido, por isso, na hora de fazer uma compra nesse tipo de comércio, o ideal é escolher os mais novos. Eles estarão no auge e vão proporcionar a melhor experiência.

3. Vinhos brancos não podem ser envelhecidos

Ainda ligado à questão da passagem do tempo, outro dos mitos sobre vinho que persiste nos dias de hoje é que vinhos brancos não podem ser envelhecidos, mas ele é igualmente falso. Na maioria dos casos, os brancos são elaborados em cubas de inox, que são mais adequadas para manter o frescor. Entretanto, se a intenção da vinícola é conferir ao líquido estrutura ou uma textura mais amanteigada, os barris de carvalho são os mais indicados.

Essa passagem em madeira confere longevidade a bebida. Normalmente brancos elaborados a partir das uvas das castas Chardonnay e Riesling também são capazes de aceitar muito bem a passagem do tempo.

4. Bons vinhos têm rolha de cortiça

A rolha é frequentemente associada à qualidade do vinho, já que é capaz de manter a garrafa hermeticamente lacrada. Isso significa, em teoria, que a bebida fica mais protegida da ação do oxigênio que, como mencionamos, tem o efeito de oxidação.

O screw cap muito comum nos vinhos do novo mundo, é produzida em alumínio e revestida por uma camada protetora para evitar o contato direto do metal com a bebida, geralmente é utilizada para reduzir o custo de produção, porque é mais barata que a rolha de cortiça, Atualmente, além da questão financeira envolvida, os produtores tendem a optar por screw caps em rótulos de consumo mais rápido e pela cortiça em vinhos de guarda. Ou seja, não se trata de qualidade do vinho, mas de estilo. É o produtor que decide qual a melhor forma de vedação de seu vinho, com base em uma análise técnica.

Por isso, não é a forma de fechar a embalagem que vai demonstrar a qualidade de um vinho, e sim o aroma e o sabor da uva e o cuidado da produção. 

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