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Gravatá aposta em vinhos de alta gama e prevê início da produção em 2028

Projeto Vin Club Premiere terá vinhedo de cinco hectares, 37 residências e produção estimada em 36 mil garrafas por ano no Agreste de Pernambuco

07/09/2026 às 20h11
Por: Redação Fonte: Portal Vinhos
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Divulgação
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Gravatá (PE) — Gravatá, no Agreste de Pernambuco, se prepara para ingressar no circuito brasileiro de vinhos de alta gama. O município deverá receber, até 2028, o Vin Club Premiere, empreendimento que combina vinícola, condomínio residencial, hospedagem, restaurante e experiências de enoturismo.

Localizado no quilômetro 84, com acessos pela BR-232 e pela PE-81, o projeto ocupa uma área total de 25 hectares. Desse espaço, cinco hectares serão destinados ao cultivo de uvas e à estrutura vinícola. A previsão divulgada pelos responsáveis é de que o empreendimento seja concluído e inaugurado em 2028, com produção estimada em 36 mil garrafas por ano.

A proposta é produzir uma safra anual, em vez de duas, como estratégia para priorizar a qualidade das uvas e dos vinhos. Entre as variedades testadas estão sauvignon blanc, alvarinho, chardonnay, merlot, cabernet franc, syrah e touriga nacional. A expectativa é elaborar vinhos brancos, rosés, tintos, espumantes e exemplares de perfil semelhante aos chamados vinhos verdes.

O projeto é desenvolvido pela GMG Premiere e tem a participação do enólogo português Paulo Laureano, responsável pela gestão vitivinícola. Antes do plantio definitivo, a área passou por uma fase experimental. Segundo informações divulgadas pelo empreendimento, o primeiro vinhedo foi plantado em junho de 2024, e os testes foram realizados com apoio da Embrapa para avaliar a resposta do solo e do clima às diferentes castas.

“Nosso objetivo é construir algo sólido e fazer vinhos que proporcionem prazer às pessoas”, afirmou Laureano ao Diario de Pernambuco. O enólogo também destacou que o desafio era produzir em uma região sem tradição consolidada na fabricação de vinhos e que o projeto dependeria da adaptação das variedades às condições locais.

A Prefeitura de Gravatá informou que análises de solo e de água apresentaram resultados considerados favoráveis ao cultivo de uvas. A engenheira agrônoma e enóloga Sofia Dulgheroff, ligada ao projeto Vinícola do Agreste, afirmou que os testes indicaram potencial para a produção de vinhos de qualidade. Esse empreendimento também prevê a instalação de um restaurante e de um hotel, mas não foram divulgados dados públicos sobre investimento, volume de produção ou número de empregos.

No Vin Club Premiere, a estrutura turística deverá incluir terraço gastronômico, wine bar, degustações conduzidas por enólogos, pousada e flats. O condomínio terá 37 residências, com modelos entre 150 e 400 metros quadrados, voltadas para os vinhedos. A vinícola também deverá receber visitantes externos, além dos proprietários das casas.

A iniciativa pretende ampliar o turismo ligado à gastronomia e ao vinho em Gravatá, cidade conhecida pelo clima mais ameno em comparação com outras áreas do Agreste. A administração municipal trata o empreendimento como uma nova frente de desenvolvimento econômico e cultural, enquanto os investidores projetam transformar a região em um polo de enoturismo.

Apesar das previsões, a produção de 36 mil garrafas e o início das operações em 2028 ainda são metas anunciadas pelos responsáveis pelo projeto. A consolidação de Gravatá como destino de vinhos premium dependerá do desempenho dos vinhedos experimentais, da adaptação das variedades ao terroir local e da conclusão da estrutura industrial e turística.

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